De olho na África do Sul

8 de fevereiro de 2010
Artilheiro do Brasil, Tardelli mira a Copa do Mundo

Artilheiro do Brasil, Tardelli mira a Copa do Mundo

A manhã desta terça-feira será de muita expectativa para Diego Tardelli. O técnico Dunga fará a convocação da Seleção Brasileira, às 11h, para o amistoso contra a Irlanda, que será disputado em Londres, no dia 2 de março. O jogo é o último antes da convocação definitiva para o Mundial da África do Sul.

Portanto, estar entre os convocados amanhã é um bom sinal quanto à convocação para o Mundial. Além de Tardelli, os atacantes Luis Fabiano, Robinho, Nilmar, Adriano e Hulk estiveram nas últimas listas de Dunga.

Com passagens pelas Seleções de base, incluindo um terceiro lugar no Mundial sub-20 de 2005, Diego tardelli só foi chamado ao time principal após brilhar no Atlético. Sua primeira convocação aconteceu no dia 28 de julho, para o amistoso disputado em 12 agosto contra a Estônia. Tardelli entrou no segundo tempo e teve boa participação.

Após a primeira convocação ele foi figura constante nas partidas seguintes. Tardelli disputou mais três jogos, agora pelas Eliminatórias, contra Chile, Bolívia e Venezuela, sempre entrando no segundo tempo. O artilheiro alvinegro ainda não fez gols com a camisa amarela.

- Para jogar a Copa do Mundo eu resolvi ficar no Brasil, negando várias propostas do futebol europeu. Tenho certeza de que se me derem oportunidade eu vou fazer de tudo para chegar à Copa do Mundo e conquistá-la – disse Tardelli durante a pré-temporada.

Além de Diego, outros atleticanos também vivem a expectativa de disputar a Copa do Mundo. São os casos do uruguaio Carini, que já disputou em 2002, e do paraguio Cáceres, presente nos dois últimos mundiais.

Análise G13 – Atlético 1 x 1 Ipatinga

7 de fevereiro de 2010

Arte/Rodrigo Gomes

Na estreia de Obina e Zé Luís, o Galo só empatou com o Ipatinga em 1 a 1, no Mineirão. Nas arquibancadas, a torcida estava animada, mas, em campo, o forte calor fez com que o primeiro tempo fosse lento.  Mesmo com o resultado ruim, o time mostrou evolução em relação às partidas passadas. Não dá para dizer que o ataque com três atacantes funcionou após o resultado do jogo, mas, apesar da estreia apagada de Obina, que segurou bem a bola e deu bons passes, ficou a esperança de que o trio pode dar alegrias a torcida do Galo.

O jogo começou com o Galo agredindo o Ipatinga. A pressão não durou muito tempo e o jogo “esfriou”, apesar do calor de 33º C. Mesmo assim, Galo teve três grandes chances de abrir o placar, com Tardelli, Muriqui e Fabiano. A primeira chance clara foi aos 29 minutos, Tardelli recebeu, driblou o zagueiro, chutou a bola, que bateu no zagueiro e saiu pela linha de fundo.  No fim do primeiro tempo, aos 43, Coelho cruzou, Muriqui cabeceou, mas o goleiro Douglas fez boa defesa. Dois minutos depois, Coelho cobrou escanteio do lado esquerdo e Fabiano desviou a bola que bateu no travessão.

Percebendo o espaço livre no lado direito, Luxemburgo deu uma bronca em Coelho pedindo que ele subisse mais e ocupasse o local. A verdade é que as subidas de Coelho, normalmente, dão em bons lances para o ataque alvingro.

A etapa final mal iniciou e o Galo sofreu um gol. Carini falhou grotescamente e o Ipatinga fez abriu o placar. Mesmo com a falha, a torcida apoiou o goleiro. No fim do jogo, Luxemburgo disse que falhas acontecem e que o jogador está escalado para o jogo contra o Uberaba, sábado, às 19h30, no Uberabão.

O gol desequilibrou o time que passou a tentar o empate desesperadamente. Percebendo isso, Luxemburgo fez as três substituições aos 17 minutos. Carlos Alberto, Renan Oliveira e Marques entraram nos lugares de Fabiano, Ricardinho e Obina. O time melhorou e passou a pressionar o Ipatinga que contra-atacava com perigo. Já no final da partida, Muriqui empatou a partida. Coelho cruzou, Carlos Alberto deu o passe de  cabeça e Muriqui, também de cabeça, marcou o gol.

O Galo ainda teve chance de virar o placar com Carlos Alberto, mas o volante finalizou mal e o jogo terminou empatado. Para Luxemburgo, em função de ter saído atrás, o resultado foi bom. “O time mostrou reação. Hoje eu vou pra casa melhor do que das outras vezes. Pude perceber um avanço no time”, disse.

Galo mantém tabu sobre o Ipatinga

7 de fevereiro de 2010

O gol de Muriqui aos 42 minutos não só garantiu um ponto na classificação do Campeonato Mineiro como manteve um tabu do Atlético sobre o Ipatinga. Fudando em 1998, o time do Vale do aço jamais derrotou o Galo em Belo Horizonte.

 Em sete jogos na capital mineira foram cinco triunfos do Alvinegro e dois empates. As única duas vitórias da equipe ipatinguense aconteceram no Ipatingão. No total já são 13 partidas, com oito vitórias do Atlético, contra duas do Ipatinga e mais três empates.

Galo sai atrás pela nova vez consecutiva

7 de fevereiro de 2010
Marques e Renan Oliveira saíram do banco para mudar o resultado, mais uma vez

Marques e Renan Oliveira saíram do banco para mudar o resultado, mais uma vez

Pela nona vez seguida o Atlético sofreu o primeiro gol do jogo. Desde o Campeonato Brasileiro do ano passado, quando bateu o Goiás por 3 a 2 que o Galo não sai na frente no marcador.

Foram cinco jogos pelo Brasileirão, contra Flamengo, Coritiba, Internacional, Palmeiras e Corinthians. A temprada 2010 começou com o amistoso contra o Araxá, jogo que o Galo também começou perdendo. E assim foi nas três primeiras partidas desse Estadual, contra América, Tupi e Ipatinga.

Nem mesmo o fato de jogar em casa está pesando em favor do Atlético. Das nove partidas que começou atrás no placar, seis foram no Mineirão. Em cinco delas o Galo saiu derrotado, venceu duas e empatou duas.

Para Marques esse fator tem complicado numa campanha ainda melhor no Campeonato Mineiro.

- Estamos tomando o primeiro gol e  isso tem dificultado ainda mais. É tudo que nossos adversários querem, pois eles se fecham lá atrás e fica complicado correr atrás. Mas estamos trabalhando para que isso não aconteça mais.

Obina tem estreia apagada

7 de fevereiro de 2010
Obina passou em branco na estreia

Obina passou em branco na estreia

Novo dono da camisa 7 do Atlético, o atacante Obina teve apenas uma atuação regular diante do Ipatinga, no empate em 1 a 1.  Ele ficou em campo por 62 minutos e não marcou gols.

 Obina não participou de jogadas que levaram perigo ao gol de Douglas e apareceu apenas com toques de lado. O camisa do Galo ainda tentou finalizar três vezes a gol, mas em todos ele foi travado pela defesa.

 A estreia de Obina lembra como foram as estreias de Valdir Bigode e Guilherme, outros dois camisas 7 de sucesso no Atlético. Valdir fez seu primeiro jogo na derrota para o Palmeiras, por 1 a 0, no Campeonato Brasileiro de 97.

 Dois anos depois, também no Brasileirão, Guilherme estreou na vitória por 2 a 0 sobre o Gama. Ele entrou no segundo tempo, no lugar de Cure e não marcou gols.

Galo apenas empata na estreia de Obina

7 de fevereiro de 2010

Não foi nessa rodada que o Atlético assumiu a liderança do Campeonato Mineiro. O Galo apenas empatou com o Ipatinga, em 1 a 1, no Mineirão e fica apenas na quinta colocação. Jajá abriu o placar em falha de Carini e o Muriqui empatou nos finais.

Mais detalhes em instantes.

Atlético: Carini, Coelho, Werley, Campos e Leandro; Zé Luis, Fabiano (Carlos Alberto) e Ricardinho (Renan Oliveira); Muriqui, Diego Tardelli e Obina (Marques) T: Vanderlei Luxemburgo

Ipatinga: Douglas, Max, Márcio Alemão e Thiago Matias; Luizinho, Jaílton, Max Carrasco, Francismar (Reina) e Marinho Donizete; Jajá (Leanderson) e Amílton (Joabe) T: Gilson Kleina

Gols Jajá (0-1) aos 5 min 2ºT; Muriqui (1-1) aos 42min 2ºT

Cartões Amarelos: Campos, Zé Luis e Marques (ATL) Thiago Matias, Max, Luizinho, Jajá, Márcio Alemão e Douglas (IPA)

Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Público e Renda: 28.749 / R$425.112,50

Estádio:Mineirão, Belo Horizonte (MG)

O retorno do trio ofensivo

7 de fevereiro de 2010
Time está definido e confirmado por Luxemburgo

Time está definido e confirmado por Luxemburgo

O técnico Vanderlei Luxemburgo já oficializou a estreia de Obina com a camisa do Atlético, no jogo desta tarde, contra o Ipatinga. Além do centroavante, o treinador alvinegro confirmou que mantém Diego Tardelli e Muriqui no time.

 Há muito tempo a torcida atleticana não vê o time com três atacantes desde o pontapé inicial. A última vez que isso aconteceu foi contra o Uberaba, no Campeonato Mineiro do ano passado, quando um ano depois ou 52 jogos.

 O Galo ainda era comandado por Emerson, que no primeiro jogo das quartas-de-final do Estadual escalou o trio ofensivo com Éder Luís, Diego Tardelli e Kleber. O jogo foi disputado no Uberabão, no dia 28 de março e o Atlético venceu por 1 a 0, com gol de Éder Luís.

 Antes desse jogo, Leão também utilizou o esquema com três atacantes em outras quatro partidas, todas pela primeira fase do Mineiro do ano passado, nos jogos contra Rio Branco (2×0), Uberlândia (4×0), Democrata-GV  (3×1) e Guarani (1×0

No período de Celso Roth como técnico o Atlético não jogou nenhuma vez com três atacantes desde o começo. Em alguns momentos o time chegou a ter três jogadores de frente, mas sempre com alterações no decorrer da partida.

A falsa tartaruga

2 de fevereiro de 2010

Por Sérgio Mitre

Tem certos jogadores que chegam ao Galo que são analisados sem nem precisarem entrar campo. Seu passado ou a opinião corrente tornam-se seus fardos pra carregar. Eternamente?

Parece que tem “que ser selado, registrado, avaliado, rotulado, se quiser voar”. Ricardinho e sua suposta lentidão é um bom exemplo.

Considero o Ricardinho excelente armador. Pra mim, cismaram com essa história dele ser velho e lento  e pronto e acabou. É devagar de pressuposto, não de realidade.

Como ele chegou no meio da temporada passada, também colocam nele a culpa da queda de rendimento do time do Galo no Brasileirão. Nada mais falso.

Se compararmos a campanha do primeiro turno e do segundo, podemos conferir que ganhamos quase dos mesmos times (pequenos) e perdemos pra quase os mesmos (grandes). A tabela nos era favorável no início do turno e muito desfavorável no fim.

Foi assim no primeiro semestre e foi o que aconteceu no segundo. Na hora do vamo-ver, na hora de enfrentar uma seqüência com Inter, Palmeiras, Flamengo, Corinthians, São Paulo, etc., nossa pontuação caiu assustadoramente.

Faltava qualidade ao time do ano passado e sobrava ruindade, tanto no time titular quanto no reserva. Nossos suplentes para o ataque eram sofríveis, nossa lateral esquerda era um vazio total, entre outras carências. Chegou ao máximo que podia – ou até se superou.

O time do Atlético vai mudar sua característica, sua forma de jogar, exatamente pela diferença entre o estilo de jogo dos jogadores.

Pra diferenciar esses “jeitos de jogar”: tem gente q detesta o Ricardinho exatamente por ele cadencia o jogo e é mais de toque de bola do que de correria com a redonda. Outros preferem um volante como o Márcio Araújo, que corre com a pelota e parte pra cima.

Em tempo: há milhares de exemplos, uso nosso ex-jogador porque jogou aqui por muito tempo e dá pra entender melhor a comparação.

Eu prefiro jogadores técnicos e de toque de bola aos que a carregam em demasia, mesmo que de maneira proveitosa. Gosto de ver a bola correr e não jogador correndo com a bola.

Questão do gosto de cada um e do futebol que cada um prefere assistir. Eu gosto da nova proposta de jogo desse renovado Atlético.

Não esperem o Ricardinho correndo com a bola e dando velocidade ao jogo dessa maneira. Há muitas maneiras de tornar um jogo veloz e envolvente.

Análise G13 – Atlético 3×2 Tupi

1 de fevereiro de 2010

Esporte Press/Bruno CantiniUma semana após a estreia no Campeonato Mineiro o Atlético voltou a campo e a expectativa era de um futebol melhor do que aquele que foi apresentado contra o América. No duelo com o Tupi realmente houve uma evolução do time, mas foi pequena e muitos erros ainda preocupam.

Coelho fez um belo gol de falta, porém o Atlético voltou a sofrer gols na suas costas, como já tinha acontecido no primeiro jogo. Além disso ele se atrapalhou com a bola e deu escanteio ao Tupi, que marcou o primeiro gol logo em seguida. Na outra lateral o Leandro ainda se mostra tímido no apoio, embora esteja firme na defesa.

O meio de campo ontem foi extremamente técnico. Todos os jogadores escalados sabem jogar bola, era bonito ver a troca de passes do time atleticano. Só que lentidão e falta de pegada do setor fizeram o Galo sofrer diante do Tupi, que não brigará por nada além de uma vaga Série D. Com o fim da pré-temporada e o início da sequência de jogos, a velocidade surgirá e assim aumentará a pegada.

O ponto positivo fica para o ataque. Muriqui e Tardelli já mostraram em dois jogos um entendimento que Diego e Éder Luís não tiveram durante uma temporada. Contra o Tupi foram dois gols, um para cada jogador, além duas ótimas tabelas que resultaram em duas bolas na trave do goleiro Eládio.

No gol não foi possível avaliar com precisão a participação de Carini. Embora não tenha falhado nos gols, ele foi bem menos exigido do que foi o Aranha. Se esse for o quesito principal para a escolha de Vanderlei Luxemburgo, o uruguaio será reserva.

Os gols do Galo foram todos por qualidade dos jogadores. Primeiro na ótima bola de Muriqui para Evandro, que foi derrubado dentro da área. A virada saiu em ótima cobrança de falta de Coelho. E o terceiro foi na bela jogada de Renan Oliveira e Werley.

Três pontos, belos gols e o melhor começo no Estadual nos últimos seis anos amenizam mais uma atuação regular. Embora o time já comece a apresentar o jeito Vanderlei Luxemburgo de ser, com muita posse de bola e tabelas, muito trabalho ainda precisa ser feito na Cidade do Galo.

Como a evolução apareceu e tende aparecer a cada rodada, já teremos um Galo mais forte contra o Ipatinga e pequenos erros apresentados não devem acontecer novamente.

Galo volta a marcar de falta

1 de fevereiro de 2010
Coelho é abraçado após o gol

Coelho é abraçado após o gol

Foram 12 jogos oficiais até que o Atlético voltasse a fazer um gol de falta. Antes do gol de Coelho, ontem, contra o Tupi, o Galo havia marcado contra o Barueri. No jogo pela rodada 27 do Campeonato Brasileiro do ano passado, no dia 03/10, Correa fez o segundo do Galo. O então camisa 77 acertou um belo chute no ângulo, sem chances para o goleiro Renê.

Desde então Atlético esteve em campo mais 12 vezes, em jogos oficiais. No dia 20 de janeiro o time de Vanderlei Luxemburgo fez um amistoso com o Araxá e o mesmo Coelho fez um gol de falta.

Coelho já tem 73 jogos pelo Galo e marcou 12 gols, sendo sete deles em cobranças de faltas. Além dos gols contra Araxá e Tupi, o lateral-direito atleticano também fez gols de falta no Cruzeiro-MG, Ipatinga, Fluminense-RJ, Náutico-PE e Portuguesa-SP.

Confira no vídeo abaixo o gol de Correa sobre o Barueri.